05/07/2010
mensagem da Mariana
Recebi esta mensagem que me tocou fundo. Me fez sentir o quanto a questão de idade é secundária. O que realmente importa é a sensibilidade.
Um beijo pra vc, Mariana. Acho que, enquanto existirem pessoas como vc, tudo tudo tudo vai dar pé.
““““““““““““““““““““““`
Ando desacreditada…
O mundo não é dos sensíveis.
Todos querem, quase que desesperadamente, ter um amor, ser amado incondicionalmente. Mas são poucos os que vão entender “volta a ser só dos meus braços E ouça o que eu não vou falar”, ou “estou assim, uma lata vazia de molho”.
Tenho 23 anos e a vida tem me mostrado que esse não é nosso mundo.
Sou taxada de tola por acreditar nas pessoas, por amá-las pelo que elas são e não pelo que têm; de tentar ajudar a quem não conheço tão bem; a pedir desculpas pra quem errou porque sabia que se tivesse agido diferente o outro não teria errado; por respeitar quem não me respeita, entre tantas outras. Aprendi esses valores com meu pai, mas desde criança ouvia que era um tolo por ser assim.
Já tentei mudar, ser do tipo que não liga pra nada, de pensar em mim primeiro, mas vi que é impossível.
No amor é muito difícil. Todos são o primeiro amor. E quando termina leva um bom tempo pra recuperar e pra voltar acreditar. Mas cada vez que o tempo passa, mas difícil fica pra acreditar novamente.
E são pouquíssimas as pessoas para conversar. A maioria diz ‘ah, fica assim não. Você ainda vai encontrar quem realmente te mereça.’ ou ‘não adianta chorar. Parte pra outra que a vida continua.’
Ah Marina, são tantas perguntas, tantas indagações, que só alguém como você poderia responder…
Me identifico muito com a sua forma de sentir as coisas, então só duas perguntas: ainda sou nova para parar de acreditar? e de parar de esperar que um dia encontre um lugar pra mim nesse mundo?
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to aqui emocionado do q li, eu me sinto assim tbm um peixe fora d´agua, procurando meu lugar nesse mundo… todos me acham estranho ainda…
as vezes deixo de acreditar outra vez volta, mas tenho uma força dentro de mim q impurra pra frente e to indo assim sem saber pra onde…
Discordo da Marina quando diz que idade é secundária, as vezes pode ser sim, se o indivíduo não amadureceu emocionalmente. Com alguns anos no divã essa maturidade se alcança mais rápido.É muito bom se apaixonar, se entregar….mas o amor aaa o amor é outra coisa, é calmo, sereno, tranquilo e geralmente duradouro e aí está o desafio, nutri-lo com respeito, prazer, cumplicidade. Se alimentar de paixões febris a vida inteira é ir atrás do gozo sempre.
Mariana se entregue, ame as pessoas, sofra, chore. Mas aprenda que o amor e a paixão são diferentes…e o amor só vive quem está preparado pra ele.
ACREDITE! O mundo é de todos nós e se vc acredita nas pessoas, mesmo as vezes sendo taxada de tola, vc e o mundo só tem a ganhar um com o outro. Vá nessa magia de verdade…mas vá sem febre é mais sereno, mais edificante.
Não se sinta vítima e muito menos, não sinta pena de si mesma.
beijos pra vc e pra Marina
Isso..Q bom! Bom dia! Bj
Mariana, pelo menos vá sabendo que não estás sozinha. É complicado ser uma pessoa sensível neste mundo onde isso é visto como fraqueza, mas vale a pena ter ética, valores e esperança. Podes ter certeza!
Pode parecer fácil eu dizer isso já com 48 anos, casada e amada. Mas não convivemos apenas com quem amamos no mundo.
Nossa tarefa é árdua, mas aos poucos vamos encontrando outros como nós e vendo que viver e lutar por um mundo melhor vale muito a pena.
Não desista de ser quem tu és!
“O inferno dos vivos não é algo que será: se existe um, é o que já está aqui, o inferno em que vivemos todos os dias, que formamos estando juntos. Há duas maneiras de não sofrê-lo. A primeira é fácil para muitos: aceitar o inferno e se tornar parte dele a ponto de não conseguirmos mais vê-lo. A segunda é arriscada e exige vigilância e preocupação constantes: procurar e saber reconhecer quem e o quê, no meio do inferno, não são inferno, e fazê-los durar, dar-lhes espaço.”
(Ítalo Calvino)
Um beijo!
ß
Mês passado proferi um a palestra em que fiz a platéia refletir sobre o “excesso”…
O mundo nos coloca num turbilhão de excessos e assim, a rotina da vida em excesso oprime aqueles que tem sensibilidade…
Há uma “sindrome de estrangeiro” em muitos de nós…parece que estamos em dissonância com o que nos circunda…com certeza não estamos erradas!!!
O mundo vive numa cegueira branca tão bem tratada pelo já saudoso José Saramago…
Marina, Mariana…não estamos cegas e somos muitas, mas não maioria!!!
É preciso buscar pessoas com a mesma sensibilidade, e então, com certeza, a vida vale a pena!!!
O importante é não vestir armaduras…senão a vida, perde o sentido.
Até mais!!
Daisy Rafaela
http://www.youtube.com/watch?v=gMMoFoRV57Q
Marina querida do meu coração
Saber que existem outras ‘Priscilas’ como eu no mundo,me confortam porque sei que não estou sozinha nessa. Achei que fosse a única ainda a ser chamada de Tola pelas minhas atitudes,pelo minha forma de ver o mundo,por meu modo de amar,emfim…
Assim como ela (Mariana),também já tentei mudar,mas vivo em crise porque sei que agindo diferente não vou estar sendo EU, perderei minha essencia e isso não é nada legal… Acho que não me acostumaria a ser uma pessoa descartavel,fria e indiferente como a maioria das pessoas são hoje. Tá tudo sendo levado de forma calculista e maldosa… Sei até de pessoas que fingem amar para sair se dando bem (só não sei que ‘bem’ é esse,porque como um sentimento fingido pode trazer algo de bom pra alguém?) …
Não sei até quando serei chamada de Boba pelas pessoas,mas eu não abro mão daquilo que eu acredito,mesmo sabendo que tá cada vez mais dificil de se alcançar.
Não quero deixar de ser o que eu sou pra agradar alguém,as pessoas precisam saber respeitar o modo de pensar,amar e viver dos outros…
O que eu acho é que falta no mundo e nas pessoas a doçura e sensibilidade que vc Marina tem e que tanto nos encanta.
Um beijo e adorei mesmo que vc tenha compartilhado com agente o que a Mariana te escreveu.
Ser o que se é sem se importar com o que os outros dizem é assim que deve ser.Quando digo que encontramos pérolas no caminho,não estou errada.Conheço uma senhora que é tão boa, tão pura, que às vezes, me emociono com ela.Todas as pessoas que chegam na casa dela pedindo comida ela dá.As crianças, então a chamam de vó ou madrinha.Ela sempre tem uma blusa para quem tem frio e um pão para quem tem fome.Um dia desses eu estava na casa dela e a vi colocando comida em um saquinho de plástico.Eu perguntei a ela para quem era aquela comida e sabe o que ela me respondeu?São para os cachorros da rua.Tem muitos passando fome, abandonados.Eu fiquei olhando para ela e pensando:como ela é boa.Se preocupa até com os cachorros.Ela não sabe ler, nem escrever.Nem sequer assina seu próprio nome.Mas é uma das melhores pessoas que já conheci na minha vida.Todos a chamam de tola.Eu a chamo “gente”.São pessoas assim que fazem a diferença.E, um dia desses,eu me peguei fazendo o mesmo que ela:juntando comida para os cachorros.Não é só o mal que contagia.O bem também contagia.
E quando vc diz que a idade não fz diferença, concordo plenamente.Eu conheci uma menina de 18 anos.Ela me ensinou muito sobre amizade.E, um dia desse, tiramos uma foto com ela me beijando no rosto.Foi aí que um cidadão que não tinha o que fazer comentou:acho que você quer dela mais que uma simples amizade.Disse isso de uma forma bem vulgar.Eu olhei para ele e senti pena.Apenas disse:você é um maldoso.Eu não vou deixar de viver por causa das pessoas.Não posso parar.Acredito.Acredito até o fim.Não estamos sozinhos.Somos Marina,Mariana,Eunice,Priscila,Betha,Gisele….
bjbj
Qtos anos será que cada um de nós temos? Não me parece boa coisa medir por esta vida! Qdo tinha 23 ja pensava como a MAriana, agora com 36 continuo pensando… É claro que o amadurecimento faz com que algumas coisas sejam vistas por angulos diferentes.. Mas a essencia… a essencia continua a mesma… Beijos no seu coração Marina e Mariana
Não
Não, eu não quero esquecer você
De toda a tortura e todo o prazer
Impossível negar, desisti de tentar
Quero apenas guardar minha saudade
Sabendo tê-la sem me machucar
Fazendo valer só a minha vontade.
Não, hoje eu não saio de dentro de mim
Vou me poupar de sorrir e acenar
Pra quem eu não quero nem ouvir falar
Talvez eu me distraia contando as estrelas
Inventando o mar, ouvindo Caymmi, quem sabe até dançar.
Não, eu não vou me matar, nem fazer greve de fome
Não vou gritar seu nome na porta do bar
Nem me desesperar, nem te esperar
Sigo só a sonhar que um dia virá
Aquele amor que ainda não tive,
Mas que ainda se vive só por esperar.
Fábio Honório
Betha,
Li As Cidades Invísiveis do Calvino e não estava gostando (ou entendendo) até chegar a última página, q é justamente a q tem esse texto e q me valeu por todo o livro.
…
Bom saber q não estamos sós.
Beijo pra vc.
Mariana.Copio suas palavras: “No amor é muito difícil”, e é doloroso qdo termina, mas não pare de acreditar que possas amar novamente.Qtas formas de amor, e amar nós temos. Expresse, demonstre como fez em sua mensagem. E qtos em situações semelhantes à sua não se espelharão e de saber que há sempre um lugar neste mundo e nós já lhe amamos pelo que é, por ser verdadeira.
A gente sempre acha que é o único até ver que existem outras pessoas que pensam parecido.
Tenho 21 anos e vivo me questionando várias dessas coisas que a Mariana falou. Sinto falta de pessoas sensíveis, que enxerguem mais do que a superficialidade de tudo, que acreditem, que queiram evoluir. Aliás, sempre tenho a sensação de que ninguém se preocupa com os outros, com o meio, com o mundo. Mas acho que o desafio é esse – não mudar aquilo que somos, independente dos adjetivos pelos quais formos julgados.
Suas músicas sempre me dão um conforto pra essas dúvidas da vida… Como eu te admiro e vc nem sabe..!
Um beijo!
Marina,
sei o quanto é difícil, ser uma pessoa sensível, muitas vezes sofremos sei porque também sou assim.Costumo ser carinhosa,com as pessoas mas acho engraçado porque me chamam de carente, hoje as pessoas não estão acostumado em receber amor e não sabem nem que estão recebendo um carinho.
O importante é ser quem vc é a verdade sempre faz bem.
Saiba que a gente sempre é amado até por pessoas que nem conhecemos. O mundo ainda tem muitas pessoas que doam amor.
Aliás sempre entrei no seu blog e nunca tive coragem de escrever, adoro vc e o seu trabalho.
Bjs
concordo com o César, a gente não sabe o que fazer…
marina, mariana, e a quem mais interessar,
minha mãe completará 68 anos em outubro e diz, aos quatro ventos, que é uma menina recém-saída das fraldas (rs).
acho que a idade posssui um peso, sim, quando analisamos determinadas coisas que nos são trazidas pela vida. a maturidade nos transforma, nos modifica. a maturidade suscita uma série de questionamentos e perguntas, um monte de dúvidas e medos.
porém, a vida sempre nos trará desafios e descobertas e escolhas a serem feitas, independentemente da idade que temos, se 12, 21, 34, 43, 56 ou 64. o lance é estarmos puglados nos desafios e escolhas e dúvidas que nos cercam no momento a fim de trabalhá-los na busca do que nos é melhor, do que nos é mais confortável.
apostar na vida, apostar que ela pode ser melhor do que é, e lutar, batalhar pela transformação do que incomoda, do que impossibilita e paralisa.
sei que esse trabalho é árduo, é defícil, penoso mesmo. porém, assim o é para todos, não só para mim nem só para a marina, nem só para a mariana ou alguém que me leia aqui: esse trabalho é duro de ser feito por todos.
ainda assim, se desejamos realmente uma vida que valha a pena, devemos colocar tal exercício em prática.
um dos meus lemas, e recorrente tema: nunca desistir do amor!
vinicius de moraes afirma num dos seus sonetos (”soneto de aniversário”): “Que grande é este amor meu de criatura/ Que vê envelhecer e não envelhece.”
beijo em vc, marina, e na mariana tb!!
” o amor não tem idade “
Mariana e Marina
Eu compreendo cada palavra escrita, cada sensação, cada sentimento desse texto. Ele é suave como um toque e consegue ser lindo de tão profundo. Grata por compartilhar…
F.
Eu me identifiquei muito com cada pensamento exposto na carta.
Olha, tenho essa frustração também da expectativa dos que estão presos por um fio de seda para serem felizes, não sei se fui clara em minha licença poética…
Eu estou com quarenta anos, solteira e após repetidamente levar sempre uns foras, perdi a esperança e percebi que tenho que me bastar. Viver na solitude… pois, independente do outro temos que estar felizes com a nossa própria existência.
Cada um tem um temperamento e acho que não deve ser coisa da idade!
Eu tenho febre, eu sei! Um fogo leve que eu peguei, do mar ou de amar, não sei. Mas não é da idade…rsrsrs.
Sou assim desde nova.
Bjão pra Mariana pela delicadeza e para Marina por compartilhar com a gente essa flor de borboleta!
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo. Mas encontrar qualidades… isso é para os sábios!!! Seja um deles.
Abraços
Querida Marina,
É minha primeira mensagem em seu blog, já era para ter deixado algo escrito, mas o corre corre do dia a dia não deixou. Fiquei especialmente tocado pela notícia da morte de sua mãe, já que sou um grande admirador seu. Perdi minha avó/mãe no ano passado, sei o que é isso. Mas também estou feliz de saber que segues trabalhando. Pode contar com o nosso apoio, os seus fãs te amam com tanto fervor, que poucos artistas podem se dar a esse luxo, creia! Deixa eu me apresentar agora: me chamo Danúbio, e talvez você se lembre que em seu último show em São Luís, alguém subiu ao palco e lhe deu um anel de presente. Sou eu. Eu te amo e estou ansisoso pelo seu novo trabalho de estúdio – e o livro também, é claro. Receba meu beijo de boa noite. Durma bem, minha diva!
Como sou completamente apaixonada pelo texto de “Le Petit Prince”:
“- Adeus, disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.”
Antoine de Saint-Exupéry
Gisele
Que desânimo é esse?Você é uma mulher jovem,bonita,independente,inteligente sensível,uma verdadeira flor.Nem sempre quem te acompanha está verdadeiramente com você.Fora todo mundo leva.Eu já ouvi e ouço mais não que sim.A vida está aí,cheia de possibilidades.Eu nem te conheço pessoalmente e já acho tudo isso.Imagina quem te conhece?
bjbj
A idade não é nada, o que importa é o que sentimos.
Realmente esse não é nosso mundo e a mais estranha das religiões já nos apresenta essa questão – mais uma das várias e várias que surgirão pra ti, Mariana, com apenas 23 anos. Tenho 28 rsrs.
Observo falarem muito dos outros, não se preocupar com os outros… Realmente, esqueça os outros, nem falemos.
A pergunta é (mais uma): és feliz assim? Penso ser pois não consegue mudar,natural, nem eu.
Também, se me permite, não acho que a Marina possa respondê-la. Antônio Fagundes, ao responder uma pergunta sobre ele ter dado conselhos ao seu filho, que estrearia nos palcos respondeu: “Experiência é um farol que ilumina pra dentro.” Cada um na sua, gatona. Fuja das pessoas cheias de máximas, mas aqui vai uma: “os dispostos se atraem”. Faça-o, troque, tire suas conclusões, inspire-se, crie, seja.
Quanto à idade, Marina. O que é idade? Pra quê serve isso? O que é o tempo?… Existir. E você o faz muito bem, ultrapassou teu tempo, anos 80, 90, 2000, 2010… além das paredes do apê, inclusive. Já sensibilidade é reagir a estímulos externos e internos… e aqui essa maravilha acontece o tempo todo.
Obrigado Marina, por tanta sensibilidade exposta. Que bom ser você a mediadora de tudo isso.
Ah, outra coisinha que talvez possa ajudar: estou aprendendo que não há nada grandioso por acontecer, por vir. Estar na terra, encarnado, de preferência, já é ter um lugar. Existimos e esse milagre é. Abra os olhos pros milagres diários.
Bjus.
Marina
A autora do recado, não por acaso, tem Maria em seu nome. É “uma força que nos alerta”.
Fora o já assinalado pelos demais, ao meu ver, alerta para o seguinte: há enorme indiferença manifesta, de forma subliminar, na série de conselhos vazios que recebemos “do outro”, como ela diz. (”ah, não fica assim, parte pra outra” e coisas dessa natureza, ou seja, sem significado e desinteressadas).
Penso que, ao invés de lançar máximas a todo tempo, como fazemos, é imprescindível, sobretudo, quando diante de alguém que solicita ajuda, antes de aconselhar, tão somente ouvir. O apelo, aliás, foi expresso pela própria Mariana, em sua mensagem, ao destacar o verso da canção “Notícias”, que diz: “ouça o que eu não vou falar”. Somente se nos dispusermos de fato, seremos capazes de tal escuta (que creio verdadeira).
…ouça então o que eu NÃO vou dizer, Mariana, pois não se trata de outra máxima: “só as
criaturas humanas (…)
conseguem abrir uma porta bem fechada, e vice-versa, isto é, fechar uma porta bem
aberta.”, disse o Paulo Mendes Campos. Reflita a respeito.
(Especialíssimas as mulheres que aqui se manifestam.)
Mariana disse uma coisa com a qual eu concordo totalmente. Eu tenho 17 anos, começei agora um curso de jornalismo. e me revolto com a mediocridade da maioria das pessoas. e quem tenta fugir dessa mediocridade é taxado de louco. eu sou a nerd, a cdf, a aluna caxias…. só porque tento cumprir com minhas obrigações e tratar as pessoas com respeito e sem preconceitos. eu não consigo ver o outro sofrendo e não me importar com o sofrimento alheio. eu não consigo ser uma pessoa fria, não consigo olhar apenas pro meu próprio umbigo.mas, por que as pessoas boas têm que sofrer tanto?
Respeito, tolerância e solidariedade são, Dea, (ou pelo menos deveriam ser) predicativos humanos. Ocorre, no entanto, enorme inversão de valores.
Quando vc diz que não consegue se tornar indiferente, parece em conflito com a sua natureza, verdadeira. Isso atrai o sofrimento.
(Outra proposição, Marina)
Marina,
Li e reli a mensagem da Mariana que tanto te tocou (provavelmente por identificação) e como sempre, aproveito esse espaço para reflexões existencialistas.
Entendo sensibilidade como a capacidade de sentir e todos a temos em menor ou maior grau. Assim como não temos certeza se o verde que vemos é o mesmo que o outro vê, podemos nos identificar com sentimentos alheios, porem jamais serão os nossos (’ipsis literis’).
Percebi que a Mariana fez duas perguntas que ninguém poderá responder, mesmo porque o que perguntava na verdade, era: estou sozinha, estou errada? Pelo que se percebe a resposta é não. Mas provavelmente no meio em que vive,existe a dúvida. Talvez uma saida fosse procurar a sua turma tambem no mundo real. No ‘bom sentido’, claro.
Acredito que não deva se desfazer de seus valores, se realmente acredita neles. Talvez a experiencia e a maturidade ajudem a defende-los sem tanto sofrimento.
Viver é sempre um aprendizado e isso inclui ser julgado, mal interpretado, rotulado, rir, chorar, confundir bondade com ingenuidade, moderação com mediocridade, transparencia com fragilidade, amor com romance, ter bons e maus sentimentos…
A ciencia pode nos ajudar a entender tantas reações humanas que pode nos trazer conforto e ajudar a lidar melhor com elas. Quem sabe a psicologia, a filosofia, a espiritualidade podem servir de bússola nessa viagem por mares bravios. A tripulação já está garantida…
Bj
SAUDADES DE VOCÊ!
“Ainda é cedo amor,mal começastes a viver a vida…”
Mariana,o seguir em frente é meu lema.Mas como seguir em frente sem catalogar o que passou não é? Acredito que cada relação é um encontro kármico,necessário e seguir é o desenrolar da estrada.E como machuca o desamor,o desencanto.As vezes é necessário parar,ainda que por muito tempo.Não há idade para se fazer escolhas.Eu tenho 30 e tb já me senti como vc.Mas vendo meu pai se casando novamente com 68,hoje penso; “Quem sabe eu ainda faça,um monte de gente felizzzz”. E quanto a ser sensivel in this world.Uma vez uma amiga disse: “Estamos aqui para dar cor a esse mundinho preto-e-branco,ou deixar ele preto e branco,se assim a poesia pedir…” Deixa ferver o que há dentro de vc,esse é o presente da vida.Bjo!
Ainda encontramos bons exemplos de vida em nosso meio, podemos observar que nem tudo está perdido, como afirmam muitos desesperançados ou injustiçados pela sociedade.
O amor prevalece sempre!!
amor cura SIM!
Mariana e Marina,
Bom e positivo saber que existem pessoas tão parecidas aqui nesse blog!
Esse foi o primeiro conselho que me deram quando era adolescente “Infelizmente, não podemos demonstrar exatamente o que estamos sentindo pelo outro porque o ser humano gosta de uma dose de insegurança…”. E claro que não segui tal conselho, mas já quebrei a cara váárias vezes, como todo mundo aqui.
Acreditante sempre!
Bjo nas duas!
Marina, você está prestestes a descobrir a “Fórmula do Amor”. Lembra?:)
Medite na “A Grande Figura” e sentirás a amplidão d tua expressão e importância da tua presença em nossas vidas.
Você nos encoraja a expor nossas inquietações a medida q tbm o fazes e isto é pra mim uma bela demonstração de afeto e consideração. Uma dádiva esse compartilhar aqui contigo e com todas as pessoas q acompanham e colaboram pra tudo ter chão e um céu mais claro, com uma nova sensação de unidade e semelhança.
(sua visão trouxe uma calma…, muitas graças, Alda!)
Grata! “A Grande Figura” que nos mantém e sustenta aqui, para crescermos em grupo.
Abraços pra todas(os)!
Beijos, Marina Linda!
Bússola, disse a Alda: palavra-chave. Seguimos viagem, estamos em busca.
Gente não tá fácil… é fato!
No entanto quem tá afim não pode se fechar. Tem que dar crédito , se permitir arriscar, tentar e acreditar que um dia aparece. Eu torço por vcs e por todos que merecem ser felizes. Bjs!
A mensagem da Mariana rendeu tanta conversa. Li todas as mensagens e refleti bastante sobre algumas. Acabei de tocar no meu programa de rádio uma música linda e lembrei de vcs:
Luiz Melodia
Eu fico com essa dor
Ou essa dor tem que morrer
A dor que nos ensina
E a vontade de não ter
Sofrer de mais que tudo
Nós precisamos aprender
Eu grito e me solto
Eu preciso aprender
Curo esse rasgo ou ignoro qualquer ser
Sigo enganado ou enganando meu viver
Pois quando estou amando é parecido com sofrer
Eu morro de amores
Eu preciso aprender
o mundo não é dos sensíveis, mas eles são do mundo…[SOMOS]
http://www.youtube.com/watch?v=mZlglYiz0EU
O amor é como um rio de águas cristalinas
onde todos querem se banhar
é a fonte viva da esperança
que nunca desiste de esperar
O amor é feito raio e o trovão
tentando no tempo se encontrar
é a semente que nos faz brotar
é o alimento para cada fome
é o sal a nos temperar.
Marina e Mariana,
Somos centelhas de amor, somos uma multidão de foles, diferentes,incansáveis,invisíveis ou visíveis mas indesistíveis do verbo amar.
A mensagem da Mariana, faz refletirmos sobre essa nossa existência , sobre o amor em nossas vidas , a idade, o tempo e a atitude dessa existencia.
Bjs a vcs duas pela gentileza em compartilhar momentos tão pessoais a todos nós.
karina
Marina,
Com a sua grata mediação, quero dizer para a Patricia que acredito e, muitas vezes confirmo, que tudo que fazemos pelo ou com os outros, recebemos de volta, ainda que por outras fontes…
Bjos as pessoas especiais que se encontram nesse oasis.
PS: com essa historia de idade (que dá uma boa “briga”.rs) quase voltei um degrau no que defini como evolução (agora é 44 e não 43!)
Sim! Uma coisa é certa…se plantamos boas sementes de de trigo, será trigo o q iremos colher. A vida nos dá essa garantia…,tempo d colheita e distribuição.
100% Grata!
Abraços
uaw *.*
…testes, de de…kkk, será q tô ficando gaga ou gága, disculpa aí editor!
bjo!
Caramba… Viver é isso tudo.. amar também e, viver é amar.. não é possívle separar…
uma vez conheci uma menina assim.
se apaixonou por mim, eu por ela. foi tudo e mais um pouco. ela me ensinou o que é o amor. o que é a amizade.
me amava sem limtes, sem medos.
achei que sempre a teria do meu lado. nos prometemos isso. acreditávamos no para sempre.
mas por essa certeza a perdi. fiz o que queria. fui egoista, menti, trai… erros sem direito a perdão…
foram os 2 anos mais felizes que já tive.
os mais coloridos.
os mais verdadeiros.
os mais intensos.
os mais inesquecíveis.
um ano já faz que a deixei partir…
vieram outras, mas nenhuma preencheu o vazio que ela deixou.
não tive mais seus olhos 3 cores (os mais lindos que existtem) olhando pra mim, com aquele brilho de apaixonada. aquele sorriso no olhar.
um olhar infantil.
doce.
sincero.
confiante.
não tive mais seu sorriso tão mais doce e sincero.
seu toque inseguro, suave, certo do que fazia.
seu bom dia feliz, implicante.
suas declarações silenciosas.
flores.
músicas.
palavras.
gestos.
carinhos.
apelidos.
poesias.
proteção.
hoje carrego a certeza de que é a mulher da minha vida, e o peso de saber que a perdi, que a fiz ir embora.
fui insensível, egoista, e tudo que pode ferir alguém tão delicada assim.
nesse espaço sou a vilã que todos falam.
só dei valor depois que vi que perdi.
mas amei. e amo. e sempre vou amar. com a alegria do que aconteceu e com a dor do que fiz.
os vilões também amam… e ela me fez ver que ser a mocinha da história é muito melhor. mas percebi tarde demais…
ela merece tudo de melhor.
quem tem seu amor tem a certeza de que é verdadeiro, e que cada momento junto é melhor que o outro. que faz crescer.
ela veio pra mostrar o que é sentimento de verdade.
o que é bondade.
o que é amor.
o que é generosidade.
o que é respeito.
o que é sensibilidade.
o que é honestidade.
o que é verdade.
o que é sentimento.
o que é bom humor.
ela veio pra ensinar as pessoas a como serem melhores e verem que vale a pena.
ela cativa com sua pureza, sua calma.
ela é especial.
ela é única.
ela é linda.
ela é inteligente.
ela é humana.
de uma beleza única, que muitos querem pra si. e o que a faz ficar mais linda é que ela não tem noção de tamanha beleza.
ela é pra sempre…
e eu fui a que parti seu coração…
o nome dela?
_ Mariana
a mesma?
_ …
“(…)E os mocinhos sempre se apaixonam pelos vilões.
No dia que mudar
Ou o sonho de toda uma vida é realizado
Ou a ilusão de toda uma vida é perdida.”
a mesma?
_não…