27/10/2008
Hold on, it’s a matter of time…
Caros,
Recebi esse email abaixo de alguém que me é precioso. E quando lhe respondo dizendo que não se agonie, que criadores sofrem mesmo de solidão e inadequação, sinto que minhas palavras surtem apenas um efeito passageiro — logo em seguida recomeçam as suas dúvidas e crises. Estou certa que isso passará. Mas nessas horas, ouvir os instintos, seguir a inteligência, apostar nas diferenças, ter calma — são as nossas únicas armas.
Porquê estou compartilhando isso com vcs? Porque me importo. Pessoas talentosas, aflitas com a demora de algumas respostas, me preocupam. São pessoas que temos que dar força. Pois são elas que nos mostram verdades e nos guiam com suas percepções. Muitos que me escrevem aqui tb são criadores — o que vcs diriam p/ pessoas talentosas em crise… como ajudar?
O email que recebi está em inglês. Mas muitos aqui entenderão.
beijo.
Marina
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I’ve been trying not to write you. I’ve thought of whole paragraphs and erased them from my mind. I know you’re busy and can’t be bothered with these things. When I still was on an internship, I began to feel displeased with all that corporate way of doing things, and it affected me more than momentarily. I think it wasn’t only the way things were done, but the way people in general reacted to them – or didn’t react, rather. I have a tough time accepting conformity itself, when it comes under certain terms. When it makes people cease to think for themselves in favor of the standards of a “higher” identity. But what am I saying, really, if that’s how usually our lives work? That’s not why I’ve been feeling sad for a while now. Can’t be the only reason, since I’m aware of that all the time. Truth is, I have no idea why I’ve been like this. Feeling fed up and castaway, waiting for a rescue team to show up. I’d like a “focus pill”, to make me think of only the things I need to get done. To block everything else, everything I feel is really important, but that always has to come second because of endless meaningless stuff that comes up… Saddest part is that people will keep telling me this stuff is not meaningless. I bet I just get life wrong – and everything else.
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Vamos ver o que outras pessoas sensíveis têm a dizer…
Ps: Gabeira nos mostrou (afinal ele perdeu por uma margem de apenas 1% e meio de votos) que o Rio está aberto p/ uma nova política ética e humanista. Agora é uma questão de tempo…
Fui.

O confronto entre o que a gente quer/precisa e o que o mundo impõe… O que fazer quando as lições parecem duras demais? Isso tudo me faz lembrar uma música: O Meu Sim. Uma música mito pra gente, quase uma música tabu, jamais cantada ao vivo. O Meu Sim… (quem escuta o meu sim? Eu escuto?). Pra mim, sempre foi mais fácil ser difícil: é, eu (sempre) disse “não”.
Pra mim, O Meu Sim sempre evocou o adeus, as despedidas anônimas, a próxima parada (e onde é que vai dar, onde é que vai dar?).
O Meu Sim tem o mais duro — mas também o mais belo — dos recados. Entre tantas outras lições, é a que eu mais quis e teimei em aprender. O Meu Sim é irmã gêmea de Correndo Atrás. Em ambos os casos, o desafio é acelerar, avançar os sinais em curvas perigosas sem poder olhar pelo retrovisor. O passado é uma sucessão de fragmentos, imagens estremecidas que vão se sucedendo, embaralhando a retina, a memória… até que chega um momento em que a gente não sabe mais o que uma coisa tem a ver com a outra. Em mim, o efeito não é de confusão mental — eu nunca me preocupei demais ou por muito tempo em descobrir o elo entre as coisas. Esse desapego é antes uma espécie de auto condenação (ou meu salva-vidas) a um estado reincidente de busca por liberdade emocional… O passado… eu não sei fazer as pazes com ele. Esse sujeito é arquivado, sim. Nessa cidade, senhores, não cabe saudade. O Meu Sim é a promessa de vida a partir dos escombros do que já passou.
Maravilhoso o seu comentário, Julio.
valeu.
Não sei se ajudará, mas o que posso dizer é que hoje pela manhã algo me ajudou,e quem sabe pode ajudar a outros… Então escrevi sobre o que me trouxe alento:
“(…) E com a informática, todos nós passamos a ter uma vocação maior para o isolamento, para a depuração também. Os computadores alimentam isso. É natural que eu buscasse isso na música.”
Eu acho maravilhoso ler-te, me vêm pensamentos, reflexões que me afirmam e me reinventam a todo o momento. Agora, enquanto leio diversas entrevistas no site, me veio um pensamento: QUE BOM QUE EU NÃO SOU O ÚNICO SER COMPLEXO DESSE MUNDO.RS.
E sem demora chego ao momento de outra entrevista, que diz: “É, mas é possível encontrar alguém que saiba lidar com isso, sem se sentir diminuído nem melindrado… NÃO SÃO SÓ OS ARTISTAS QUE SÃO COMPLICADOS… eu acredito no amor.”
É bonito ver a similaridade que o ser humano tem um com o outro independente de qualquer coisa. Pra mim agora, concluir isso (QUE SOMOS TODOS “COMPLICADOS” – ESSA IGUALDADE) é tão importante quanto pra quem afirmou isso naquele momento. Ler isso me trouxe a sensação de RESGATE; procurei o ISOLAMENTO na frente do computador e termino concluindo que eu NÃO FUI FEITA PRA VIVER SÓ, conclui através de uma simples citação que o mundo é CHEIO DE PESSOAS COMO EU – IGUAIS (justamente por serem diferentes)!”
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Bom, não sei se essas minhas reflexões podem ajudar de alguma forma, mas sentir que não estou só nessa me ajudou. Apesar de hoje ainda me sentir fraca, de me sintir… “trocando a casca” e naturalmente isso dói, há em mim a consciência de que passará, pq sempre passa e tudo volta a fluir de novo.
Por fim,
“ouvir os instintos, seguir a inteligência, apostar nas diferenças, ter CALMA”
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PS.: sobre Gabeira, fico feliz por vc pensar assim. Conversei com tantos amigos do Rio que se mostraram tão revoltados… mas vc escolheu olhar o lado positivo… que bom, fico feliz!
Abraço!
Ananda Souza
“Existem alturas da alma, de onde mesmo a tragédia deixa de ser tragédia”
(Nietzsche – Para Além do Bem e do Mal)
A inconformidade do criador, do artista é inerente à ele. Isso o angustia é claro, mas é seu combustível. Este questionamento constante de tudo ao redor o faz especial e sobretudo vivo… não há outra saída pra ele… se parar e meditar (no sentido de prestar atenção em si) verá que tudo está certo apesar de parecer fora da “ordem”. O que vem da Alma não pode estar errado!
Sendo o mais enxuto possível….tem um exercicio doloridissimo: a visão do espelho..tirar todos os personagens e mascaras que as circunstancias nos força a colocar…eles são importantes? E como são..pra nossa sobrevivência…mas as vezes e muitas vezes..a gente se confunde..e ai tudo se perde inclusive nossa verdade interior…temos que encarar o euzinho tão escondido e saber o que realmente ele ker..e ai VEM A HISTORIA DO SIM…E DO NÃO…os dois são importantes para nosso equilíbrio…mas só há um verdadeiro “sim” e um verdadeiro “não” quando existe um verdadeiro “eu”.
Entrei aqui e fiquei feliz! Vejo que todos aqui nos sentimos inadequados diante da ordem vigente geral…Mas vejam que bom: somos muitos!
Tenho certeza que esses comentários e os que ainda virão servem p/ aquecer e alegrar os criadores, e seus dilemas…
Mandem ver!
Marina
Como a Renata disse, a inconformidade do artista é inerente a ele. Ele não seria um criador se visse o mundo tal qual ele é (ou como ele se apresenta para a maioria). Quantas vezes quis uma “focus pill”! Seria muito mais fácil, sim, mas mais tedioso também.
É complicado dar conselhos, tentar ajudar, pq, como diz o Caetano, “cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.
Não existem fórmulas, respostas prontas. Isso cabe aos livros de auto-ajuda, às religiões. Acho que, e isso falo totalmente por mim, a gente só quer ouvir que não está sozinho, que não está “pirando”, que tem alguém que pensa e vê as coisas como a gente.
Não dá pra dizer que as coisas vão melhorar. Como vc mesma disse, só surte um efeito passageiro. Talvez ele só precise ouvir que você o entende e, o resto, vai depender exclusivamente dele. A Ananda citou o Nietzsche e me fez lembrar de seus “espíritos livres”, os quais admitem o absurdo da existência, porém de uma forma positiva. Eles se utilizam do riso como transfiguração da realidade; traem-se, descansam do eu e vivem até as “últimas conseqüências”.
Complexos, todos nós humanos sempre fomos, somos, e sempre seremos…
Complexos, não só o sistema de coisas, do qual fazemos parte, dele vivemos, e que nos cerca, mas também cada ser si, mesmo que este não esteja cercado por sistema algum, nem de pessoas, nem mesmo de si…
Complexo mesmo, é tudo aquilo que se opõem ao amor espontâneo, ao amor que visa sempre o melhor do próximo e para o próximo…
Complexo mesmo são os de “nivel superior”, como se fossem de fato “superiores”, quando na verdade aí estão, nas lideranças mundiais, quer nas correntes políticas, econômicas e religiosas, e transformando o planeta e as pessoas, em “algo” inferior…
Complexo mesmo é a não inteligência em reconhecer que SÁBIOS, ainda hoje, no sec XXI, apesar de todo seu avanço e toda sua tecnologia, são os ÍNDIOS, estes sim, sábios.
SIMPLES seria a vida, se apenas aplicássemos a inteligência dos ÍNDIOS, estes sim “superiores” em sua sabedoria, se sentíssemos AMOR ao próximo, seja quem seja esse próximo, e se simplesmente acreditássemos em Deus, Aquele que criou o universo e o planeta Terra, e que alguns humanos ditos “superiores” cuja pretensão acreditam que de fato possam algum dia vir a destruí-la, esquecendo-se de fato de Quem realmente É Superior: Deus!
E Deus deixou registrado para toda a Humanidade: A Terra jamais será destruída.
Pessoal, boa tarde!!
Marina, é bom saber que vc pensa positivo, mas estamos indignados com todo esse absurdo que nos colocaram goela abaixo…
Vamos nos organizar para o manifesto que terá na sexta feira em prol da Cidade Maravilhosa.
O RIO está de luto!!!
Fiquem antenados no blog pro-democracia.
…E viver…Viver é isso aí!!!
É melhor sofrermos do que vivermos na mesmice!!!!
Bjs a todos.
Eu acho que o exercício proposto pelo guz, a visão do espelho, é fundamental nesses momentos de crise. Deve-se buscar o verdadeiro ‘eu’, que às vezes se perde em meio a tantas cobranças, imposições, expectativas.. . e a coragem necessária para seguir a diante virá naturalmente esse ‘eu’ for (re)encontrado.
E para isso é muito importante ‘ouvir os instintos, seguir a inteligência, apostar nas diferenças, ter calma’.
Pessoas em crise podem criar mais efetivamente… sei que isso parece um chavão, mas estou certa do que estou dizendo. Agora, o que fazer quando não se tem um feedback, ou uma resposta negativa ao processo de criação? Uma palavra só: força, crença no trabalho e atitude. É muito difícil estarmos sozinhos num processo de criação que não tem suporte, porém algo maior nos faz continuar (falo em nós, pois me incluo no processo). É nessa força que devemos acreditar, e a falta de adequação pode ser considerada natural, pois como disse Nélson Rodrigues: Toda unanimidade é burra. Tantos “inadequados” mudaram a sua história. Uma coisa é sucesso, outra é credibilidade. Estou confusa, nem sei mais o que dizer, mas o email me deixou assim…
Outra coisa: fiquei muito triste com a derrota do Gabeira por margem de votos mínima. Pareceu-me a seleção de 50 no Maracanã…
Outra coisa: Marina, vc é uma “florfa”, mistura de flor com fofa, pois só vc para escrever uma coisa tão sensível como o texto acima!
Bateu tão forte, e não vai cair!
*-*
As pessoas em crise devem ser ouvidas… acho que não se limitam apenas aos talentosos, acho que toda crise merece uma ouvidinha…
Quanto ao Rio… eu sou de Sampa e confesso que pouco me surpreendeu e empolgou o segundo turno aqui quanto no Rio. Eu acreditei piamente na vitória do Gabeira, acompanho a pouco tempo sua trajetória, mas eu acreditava na vitória… acho que seria a vitória de uma gente, de todo o povo da Cidade Maravilhosa. Eu confesso: tô inconformado!
Bem…Marina a resposta é muito simples!
Todo o ser humano é insatisfeito, alguns vivem de invejar os outros, seriam “TRES” times:
1. os que criam, produzem;
2. os que invejam;
3. os sem capacidade ou sem competência…rs (e q de certo modo invejam).
É mais fácil ser acomodado, invejoso, incapaz, ir na massa, sentir-se feliz com o marasmo!
Veja se você nada faz, nada produz, é mais facil criticar ao ser criticado, mas se do contrário você produz, PENSA, age você incomoda e como as pessoas são movidas a interesses, é mais facil atirar pedras, do que critiar com construção.
No mundo atual, é fácil anular-se ou viver as custas do que os outros vão achar…
Veja – Sócrates, Cristo, Nietzche,Da Vinci,Copérnico, morreram por seus ideais, infelizmente, somente depois deram valor…e mesmo assim…por interesses!
Mas não devemos esperar morrer, ou o fim pra marcar nossa trajetória, ter o devido reconhecimento e fazer jus àquilo que acreditamos
“O Homem busca dez verdades durante o dia, de outro modo…”, pois é, assim todos aqueles que criam, pensam, agem, lutam, não tem como não se angustiar diante de uma realidade, exemplo: Caju (Cazuza), Renato Russo,Cássia Eller, Gandhi,Einstein,cada qual ao seu modo.
Sabe, quando ando pelo mundo afora, em São Paulo que não tem mais fim, penso…poderia ser diferente…menos alienados, menos acomodados, mas não é assim…
A Autonomia, o Conhecimento, a Liberdade, dói, fere e causa impacto e desconforto…
Quem sabe, estuda, pensa, é diferente e faz a diferença…
Nas angústias por um Mundo melhor e ideal, o nosso mundo interior busca respostas que transcendem a realidade, o que temos e o que queremos….
Todo aquele que cria é angustiado, é solitário, é self,(rs), é irriquieto, perfeccionista, e tem uma vontade enorme de mudar e acaba por sofrer
“Aquilo que não nos mata, nos fortlece”
Nenhuma obra é acabada! nem musicas, nem quadros, nem livros, posso dizer pois ja escrevi um e sei bem como é…
Sabe, é preferivel ficar no time dos apaixonados que lutam por um mundo melhor, que criam, se angustiam, sofrem, mas vivem e percebem a realidade, do que ser alienado, e cair nas garras da ignorância…pois “se qualquer pessoa acha a educação cara que experimente a ignorância’
A pessoa que lhe escreve, tem de ter orgulho, valor, e muita estima, pois além de ter uma escrita perfeita, tem muito bom gosto e carater.
Não creio que a pessoa dê ouvidos e depois esqueça…
As respostas demoram, mas temos que buscar aquilo que queremos…com garra e a persistencia é tudo….
Rs…na música…conte a esta pessoa a história do Elimar Santos… que lotou o canecão e ai foi reconhecido….
Conte a Cássia Eller que foi Pedreira!fazia obras na construção civil
Conte a história de Angela Maria que trabalhava na fábrica de lampadas….
A dica aqui é exemplifique… conte sua história… conte a minha e outras tantas….
Recomendo a musica “Gente” de Laura Pausini e também gravada por Renato Russo
Sabe é melhor, subir aos poucos, do que começar uma carreira meteórica e nunca mais aparecer…ter uma carreira consistente
Como dizia Raulzito (Raul Seixas) na música Tente outra Vez…ou seja, não desista!
Marina, todos nós temos altos e baixos, na vida, profissão,amores, e acreditamos…a Fé vale muito, não em uma religião, mas em algo MAIOR e em nós mesmos, ACREDITAR, mesmo que os outros digam não!
Beijo Doce!
Alê
Marina,
O padrão sócio-cultural onde estamos inseridos exerce um peso significativo na nossa formação comportamental. A maioria dos problemas dos homens, modernos ou do passado, gira em torno das mesmas coisas: o usufruto do poder, o status, a aceitação, o reconhecimento do grupo, a afetividade, a sexualidade… Coisas que dizem respeito à vida de relação, característica do ser social em suas expectativas sobre os outros e em suas buscas de também atender às cobranças alheias, direcionando, de um modo ou de outro, o comportamento dos membros de uma sociedade. Mas mesmo com o esforço social para enquadrar o comportamento dos componentes de uma sociedade, somos todos diferentes, pensamos e sentimos de forma única. Eu consigo entender esse sentimento de solidão e inadequação do seu amigo. Muitos de nós passamos por isso. Infelizmente a maioria das pessoas preferem aderir ao sistema por medo de se sentirem os únicos responsáveis pela própria história e fracassarem. É preciso mudar, buscar o autoconhecimento e adotar prioridades muitas vezes contrárias às da maioria. Só o autoconhecimento nos permite diferenciar os valores pessoais dos do meio onde vivemos. E se perguntar: Quais são os meus principais objetivos de vida? O que efetivamente me motiva a alcançá-los? Eles estão coerentes com esses objetivos?
Definir a origem das prioridades pessoais é determinar quem dirige a sua vida! È claro que é importante saber interagir positivamente com o meio, mas acima da aceitação social, é preciso buscar a aceitação pessoal frente ao espelho, consigo próprio e com os próprios atos. Esperar atitudes dos outros é fácil, porém quando é conosco, a ação a ser tomada exige maturidade, pois implica em abrir mão de algo.
Infelizmente ainda não inventaram uma “focus pill”, mas eu acho que o segredo é exatamente esse, focar. E um exercício que ajuda muito é o da auto-organização. A auto-organização das nossas atividades, pensamentos, e responsabilidades permite a nossa mente trabalhar de modo inteligente, priorizando as coisas mais importantes. O excesso de estímulos mentais desordenados deixa a pessoa num sistema de inércia antiprodutivo Eu tenho hábito de listar em um papel as minhas prioridades, metas, coisas que acontecem comigo e até as tarefas do dia-a dia, e depois analisar tudo. Muitas vezes acabo constatando que o meu desempenho poderia ter sido melhor em alguma situação e isso me torna mais consciente para uma próxima vez. Dessa forma se consegue controlar a emotividade, porque se usa a lógica. O ideal é conseguir equilibrar as duas coisas, razão e sentimento.
Mas o que eu diria pro seu amigo, é que é preciso mudar, e mudar não é uma tarefa fácil, exige firmeza e perseverança na manutenção dos novos hábitos, contudo a responsabilidade da mudança só cabe a nós mesmos.
Só podemos fazer aquilo que está ao nosso alcance, mas podemos fazê-lo cada dia melhor!
Um beijo,
Anne
As respostas nunca vem quando queremos,elas chegam no momento em que a vida quer.Podemos ajudar ouvindo,coisa que agente pouco faz,pontos positivos e negativos sempre vão nus rondar,a vida é feita desses momentos bons e ruins que nos faz refletir sobre nossas ações.É dificl esperar,é dificil nos adequarmos pois não somos perfeitos pra ter que nos adequar a tudo, é dificil nos convencermos que estamos num momento não tão legal da nossa vida.O que você pode fazer é ouvir, sempre ouvir,tentar de uma certa forma sentir e passar pra essa pessoa que ela não está sozinha.”Lutar contra coisas que só passam com o tempo é desperdiçar energia.”
(Paulo Coelho)
O tempo é o senhor da razão! Acredite!E fassa com que essa pessoa acredite que vai passar.Nesse tempo em que as pecinhas do quebra-cabeça chamado VIDA,não estão se encaixando,temos que criar,vencer e tentar nomear as nossas EMOÇÕES, é tão bom darmos uma definição pra o que estamos sentindo.
“O insucesso é apenas uma oportunidade para recomeçar de novo com mais inteligência.”
(Henry Ford)
Mega Beijo ♥
Tenho muitos amigos engajados aqui em Sampa, principalmente na cidade de Sto. André e muitos estão frustrados, sofrendo com a ausência dos resultados esperados de seu empenho em campanha nos últimos meses, preocupados com a falta de continuidade para seus trabalhos na área de cultura na Prefeitura pq. infelizmente o jogo político envolve isto, uma teimosia em agregar boas idéias, uma falta de carinho e reconhecimento para bons trabalhos e boas propostas…
E se isto nos frusta como espectadores, imagino que realmente se transforme em uma dor aguda quando estamos diretamente envolvidos no processo de criação e resolução dos problemas…
Mais não quero perder minha disposição para acreditar nos meus ideais e lutar por eles (”Arriscar e amar até o fim seguindo sempre o chamado do meu coração…”) e desejo o mesmo para meus amigos, as pessoas que me são muito queridas e isto envolve vc, que admiro tanto.
Grande beijo.
Vanessa M.
Pois é, eu tenho de concordar q criadores sofrem mesmo de solidão e inadequação, e nem digo isso pra enfeitar uma questão q é tão doída, mas, sim, geralmente é a mais pura verdade, só q, dizer isso apenas não basta, saber disso só, nã adianta,né?
Nessas horas acho q é importante realmente manter a calma, respirar fundo (sempre q necessário) e principalmente olhar com carinho para todas as coisas bacanas q já fizemos antes, sabe, perceber o brilho delas, pois às vezes deixamos de dar-lhes o devido valor. Olhar pra trás pode ser valioso, na medida em q compreendemos e valorizamos os caminhamos q já trilhamos e, de algum modo, ajuda a nos impulsionar na busca do nosso tão desejado lugar ao sol.
Devo dizer q, infelizmente, este é um processo solitário e doloroso mesmo. Mas… Acreditar… Esse é o segredo, eu acho. Talvez pareça obvio, mas não é.
Sobre o Gabeira, ah eu lamentei muito, mas olhando por este lado Marina, realmente parece q é uma questão de tempo. Tomara q sim!
Leva um bjo meu!
…afinal,
“é bem melhor resistir”
Boa tarde
Marina
Precisamos ajudar o Rio que esta sufocado, quase agonizando.
Marina nos ajde, estaremo todos na Cinelândia a partir das 12:00 para fazermos uma caminhada até o TRE em protesto do absurdo do último dia 26. Nós temos que protestar, pois essa é a famosa democracia e precisamos exercitar.
Gabeira e o Rio merecem……..
Marina…AMO VOCÊ….
Beijos
Stella
Marina
É na sexta dia 31/10/2008 a partir das 12:00.
Desculpa por não ter colocado a data….
Beijão
Stella
Força!
“…calma…”
Como é difícil, ter calma nesse mundinho a mil por hora…rs
Então surgem as dúvidas, a gente se questionando por tudo, isso vai angustiando, agoniando…então, perdido ou sem saída – faz diferença? – pensamos que nada mais vale a pena…será q alguma coisa ainda vale???
Sinceramente não sei, agora nesse segundo ou no que acabou de passar? É tudo dinâmico demais pra mim! Preciso responder? Pra quem? Penso que o mais atormentador é que precisamos responder a nós mesmos… @=/
Beijinhos Galera!
Olá Marina, entrei no seu blog pra deixar meu primeiro recado aqui porque precisava compartilhar com você e todos daqui algo maravilhoso ,simplesmemente maravilhoso que encontrei na Web procurando por “Marina Lima” e aí me deparei com essa sua carta falando tão ternamente do sofrimento do seu amigo. Pensei por um momento que não seria o momento certo do compartilhamento do que encontrei, porém depois, achei que esse “era” o momento. Acho que vai estimular a todos e tomara que a seu amigo também. Olha só: tem um escritor, o nome é W.FPadovani, que fez algo realmente maravilhoso, denominado “Transmarinas, Possíveis Canções (para Marina Lima)”. São letras belíssimas que ele fez pelo que entendi especialmente e unicamente pra você Marina, que já estão há um tempo na Web e que não sei se você ou alguém daqui já viu, se ele te enviou você deve saber do encantamento que estou tendo Marina. Confesso constrangida que não conhecia esse autor, no blog dele onde está o trabalho que falei tem vários outros trabalhos dele, fiz questão de ir lá do começo ao fim e ir visitando todas as páginas… e ele já transformou-se em meu escritor preferido entre todos os recentes , tem até peça de teatro lá, contos, olha, é muita coisa. Tudo é bastante maravilhoso. Recomendo logo de cara, “Costas de Mulher”, “Somos nosso esquecimento”, que tem uma versão em Inglês lá caso seu amigo não leia Português, “O Espelho Cego” e outro, “Fotografia de saramago”, todos esses são de fevereiro de 2006(é só ver nos arquivos que tem no lado direito da página, embaixo do perfil do autor, a versão que falei em Inglês é de outra data, não marquei pra dizeer aqui,mas não é difícil de achar )e “Rastro na Imensidão do /escuro”, de março de 2007 (idem,idem). Com relação às lindas letras pra você, Marina parece que me senti te ouvindo cantando. Marina, foi incrível a sensação porque ele realmente transpassou ( desculpe a palavra inventada…) em sua alma. Bom Marina e todos,o endereço do blog é http://www.wfpadovani.blogspot.com e se ele não colocou mais outros textos lá o trabalho está abrindo o blog. Tomara que você Marina goste e te faça bem, como a todos e a seu amigo. O trabalho “Transmarina” enobrece ainda mais o valor de uma cantora como você e por isso mesmo valoriza a todos nós que gostamos tanto de você Marina. É uma bela homenagem a você e a nós também, devíamos retribuir com recados agradecidos nos comentarios do blog dele, já tem alguns lá nesse sentido, vou depois, deixar o meu, bem amoroso. Pra mim sao muito mais que maravilhosas letras de uma maravilhosa história´, é pra mim uma maravilhosa entrega e isso tem tudo a ver nesse momento. Um beijo terno.
Me sinto só
A convivência estreita com pessoas de almas sensíveis e delicadas, sejam artistas ou não, evidencia pra mim que uma grande carga de dor e sofrimento quase sempre lhes acomete…e, invariavelmente, provoca os mesmos sentimentos em mim. É difícil demais seguir imune a tanta brutalidade, desafeto ou estupidez…e é muito comum ter-se a sensação de que não se pertence a este planeta ou de que “é sobre-humano amar… é sobre-humano amar, sentir, doer, gozar, ser feliz…”
Mas viver alheio a estas coisas é ainda pior! Não dá pra esconder a realidade, pra ocultar ou reprimir pensamentos e emoções, fingir, fazer pose e, principalmente, não dá pra negar a si mesmo….O que percebo é que sempre que tentamos essas saídas, as dores, a insatisfação e a angústia tornam-se ainda maiores e aí, sim, o peso do mundo fica realmente insustentável….
Aceitar-se, “gostar das suas diferenças e ser capaz de brigar por elas”, aceitar as críticas…Desabafar, confidenciar, partilhar nossa intimidade, “segredos” e erros…Ter bom humor, levar-se menos a sério, rir de si próprio, lembrar que tudo é passageiro: eis alguns meios para convalescermo-nos.
Eu acredito que ser vc mesmo é o único caminho para uma vida mais leve, saudável e feliz – ainda que, muitas vezes, a solidão, a dor e o sofrimento insistam em lhe fazer companhia na espiral do tempo.
Sensíveis, mas duros na queda, sigamos em frente procurando e/ou construindo “a vida bela, o sol e a estrada amarela…”
Marina querida,
Não por acaso, o assunto tema da minha dissertação de mestrado é sobre a memória. Vou falar sobre as lembranças dos atores e do público que assistiram uma das peças mais lindas do teatro gaúcho e, consequentemente, sobre a diretora desta peça que foi uma das professoras mais loucas e duras que já tive na vida. Por acaso, com ela fui ao Rio pela primeira vez na década de 80… (isso já é outra história)
Na resposta que lá tentei deixar, falava sobre a frase que mais anda rondando minha cabeça de atriz e criadora nas últimas semanas. É de Heiner Muller, deves conhecer, grande dramaturgo alemão: “A tarefa da arte é tornar a realidade impossível.”
http://img247.imageshack.us/my.php?image=14sbipamareloteimoso25fax1.jpg
Beijão!
ß
Bem … às vezes viver é mesmo muito difícil … mas é importante acreditar no caminho escolhido e saber que tudo tem o momento certo para acontecer.
Acredito que sonhos e talentos têm muita força de realização … não nos foram dados em vão … existem em nós para se manifestarem.
Então … é uma questão de, como você disse “ouvir os instintos, seguir a inteligência, apostar nas diferenças, ter calma”.
Sou praticante do Zen Budismo e, graças a você Marina, agora estudo e pratico Cabala … estou aprendendo sobre a não reatividade … no sentido de trocar nossas reações por proatividade … assim, deixamos de ser vítimas e passamos a ser autores de nossa própria vida. E tem a questão da certeza … acreditar que em algum momento vai acontecer … às vezes não é no momento em que desejamos, e sim no melhor momento. O mais importante é não deisistir nunca … porque precisamos de pessoas criativas e que façam a diferença … e nem sempre as pessoas estã preparadas para receber o novo e conviver com a diferença … veja o caso do Gabeira no Rio.
Acho que é isso … que o seu amigo deve acreditar em seus talentos, persistir e saber que no momento certo tudo vai acontecer de bom para ele.
Obrigada, Marina, por compartilhar conosco e nos possibilitar uma oportunidade de ajudar.
Uma excelente semana para você … com muita luz e paz.
Te amo. Um beijo.
Ato de fé: acreditar, acreditar, acreditar. Só nós podemos fazer isso por nós mesmos. Esse é um ato de absoluta solidão.
Marina,
Dia desses escrevi sobre Maysa na rádio onde trabalho. Ao ler o e-mail que você postou, não tive como deixar de associá-lo às palavras dela: “felicidade é coisa de gente burra”. Pelo menos para aqueles que criam, sim. Só seguem o caminho da tristeza, o mesmo que conduz a si próprio, os que possuem pensamento soberano. Como diz Nietzsche, “o homem que quer criar o que o ultrapassa, disso perece”. Deixemos o que não dura para sempre a cargo dos medíocres.
Contudo, reconheço que o problema do caminho que conduz a si próprio é que ele também conduz aos “setes demônios” que moram do lado de dentro. Nesse caso, não se deve permitir que o orgulho, o grito do “estou vivo”, passe a consumir a própria carne. Você mesma é um exemplo de superação – poderia falar sobre isso muito melhor do que eu. Nós concordamos demais em certos aspectos. No final das contas, o tempo sempre sabe mais como agir. Só que a espera pode durar um dia, um mês, um existir – that’s the point.
Como um bom taurino com ascendência em virgem, propenso a tudo isso, meu conselho é que, nas horas infernais, estampada na face esteja a legenda: “o que amas de verdade permanece, o resto é escória” – como dizia Waly. Porque – para quem cria – o fim não é nada, de fato. Mas a “estrada” sim é tudo.
Um beijo,
A.
PS: Quanto ao Gabeira, foi o recomeço da esperança.
Ainda ontem pensava que não era
mais do que um fragmento trémulo sem ritmo
na esfera da vida.
Hoje sei que sou eu a esfera,
e a vida inteira em fragmentos rítmicos move-se em mim.
Eles dizem-me no seu despertar:
” Tu e o mundo em que vives não passais de um grão de areia
sobre a margem infinita
de um mar infinito.”
E no meu sonho eu respondo-lhes:
“Eu sou o mar infinito,
e todos os mundos não passam de grãos de areia
sobre a minha margem.”
Só uma vez fiquei mudo.
Foi quando um homem me perguntou:
“Quem és tu?”
Kahlil Gibran
Olha aqui…panfletei, transformei meu carrichto num Gabeiramóvel, até meu filhote de quase 4 aninhos afirmou votaria no Rio de Gabeira e ao final fiquei P.da vida. Meu consolo foi ouvir repetidas vezes a canção: “Deixe estar…vai passar…com SORTE…TUDO, TUDO vai ser BREVE…” Muito obrigado Marina!
Só posso te dizer, depois disso, que: ‘certos acordes são nosso, esses sei de cor!’
Tu és demais mesmo!
Charme, discrição e talento!
Além de uma gentileza ímpar!
É como diz a velha música, cujo nome não me lembro: “tudo é uma questão de manter a mente quieta, a espinha ereta e o coração tranqüilo…”
Quando estou nervoso, triste ou angustiando, me sirvo desses versinhos e me acalmo. É um ‘mantrinha’ para mim.
Gostaria de ser um criador. Não sei se o sou. Registro minhas idéias. Escrevo parágrafos, alguns poemas também. A idéia do registro, o ato de eternizar no papel pequenas epifanias diárias… isso me acompanha! Escrevo algumas linhas. Honestamente, não sei se elas têm qualidade literária, importância poética. Não sei se algum dia elas serão relevantes para alguém além de mim mesmo. Mas as escrevo. Nem que seja como um desabafo. Agora estou com mania de escrever frases curtas. Quero que elas fiquem cada vez mais curtas. Tenho tentado essa nova pontuação. Esse novo ritmo. Talvez seja uma bobagem. Mas eu gosto de tentar. Tentar ficar vivo – e bem vivo – já é uma ação positiva. Já é uma poesia.
Como diz uma lindda canção de ‘desencontros’ …
‘Deixa estar, vai passar
Com sorte, tudo vai ser breve’.
Na verdade, as nossas ‘focus pills’ aparecem à toda hora, nesse momento ou outro, ela resolve. Daí, aparece outra, e assim por diante.
Mas o importante é que os focos sempre sejam queridos, são eles que alimentam nossa marcha. E as pílulas, a gente as encontra nesse caminho.
Bjuuussss
after sometime reading your words… I saw the scene: a rescue team dressed in blue, with shining stars inthe eyes, letting fall from the heart rose petals… my team can be lots different from yours, what is similar however is the fact that there is no such things a sudden better world or a world in which we will fit in or an explanable life — we need to be the changes we would like to see in the world as Gandhi used to say. After that yet ask yourself if you get life wrong? who gets it right?
Just walk in Beauty
Love
Claudia